PONTO CEGO DA MARCA PESSOAL

Olhe no retrovisor da sua marca pessoal

O processo de descoberta e valorização da marca pessoal não é fácil – isso você já sabe. É preciso dedicar tempo e ter muita vontade de fazer acontecer. Mas mesmo com muita determinação, algumas pessoas pecam e acabam prejudicando todo o seu esforço por conta de algumas coisas simples e é sobre isso que vou falar no artigo de hoje.

Quando falamos sobre marca pessoal, existem dois pontos que merecem atenção: aquilo que nós realmente somos e aquilo que conseguimos transmitir para outras pessoas. Sim: a forma como os outros nos enxerga pode ser muito diferente daquilo que nós achamos que estamos transmitindo. Existe um gap entre esses dois lugares e é aí que encontramos os pontos cegos da marca pessoal.

Esses pontos, que tanto atrapalham na consolidação de uma marca de valor, podem ser vários: pode ser sua comunicação verbal, sua comunicação virtual, seu posicionamento online, o modo como você se veste e por aí vai… Tudo pode ser um ponto cego na sua marca pessoal e eles podem atrapalhar muito mais do que você imagina no seu desenvolvimento pessoal e profissional. Eles podem até destruir todo o trabalho que você vem se esforçando tanto para fazer.

Sim! Os pontos cegos da marca pessoal podem atrapalhar muito mais do que você imagina – e por isso eles merecem tanta atenção.

Vou usar uma analogia para exemplificar: pense que você está há horas na estrada, fazendo uma longa viagem e encontra um caminhão no seu caminho. Você precisa mudar de faixa para ultrapassá-lo. A mudança precisa ser segura – afinal, tudo o que você menos deseja é que aconteça um acidente ali.

O que você faz para fazer a ultrapassagem com segurança? Você se reposiciona, olha bem no retrovisor ou até mesmo tira a cabeça da janela para conferir. Você faz de tudo para eliminar todos os pontos cegos e fazer aquela manobra da melhor maneira possível. Caso contrário, você pode colocar a sua vida em risco.

Na marca pessoal, isso também acontece. Muitas vezes, estamos tão seguros e tão coerentes naquilo que transmitimos que acabando não nos importando em como a nossa marca está sendo entregue ao mundo. Será que as pessoas nos enxergam da maneira como acreditamos que elas enxergam?

Se nós não pararmos para olhar no retrovisor, olhar para as pessoas e escutarem o que elas têm a dizer, estamos correndo sérios riscos de comprometer a nossa marca pessoal – aquela que cultivamos com tanto carinho.

E como é possível fazer isso acontecer? Bom, precisamos ouvir o que as outras pessoas têm a dizer e usar esses feedbacks recebidos como uma forma de aprimorar, cada vez mais, o nosso trabalho.

É importante darmos esse poder para as pessoas. Mostrar que estamos receptivos a ouvir as opiniões (e críticas construtivas) que eles têm a respeito de nós. Porque, muitas vezes, tentamos comunicar alguma coisa e temos certeza da clareza e da transparência daquilo. Para as outras pessoas, entretanto, o entendimento pode não acontecer tão facilmente.

Questionando-as, então, é que conseguimos identificar nossas “falhas” e aprimorá-las, tomando consciência daquilo que não sabíamos antes. É como se você pegasse os pontos cegos e os colocasse na luz, descobrindo, com clareza, as partes que você precisa ter ainda mais atenção.

Assim, vamos conseguindo alinhar a visão que temos de nós mesmos com a visão que o mundo tem de nós, impedindo os pontos cegos de se tornarem uma âncora e atrapalharem nosso desenvolvimento pessoal e profissional.

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