Uma revista feminina declara guerra ao Photoshop

Ditadura da BelezaQuando nos olhamos no espelho e não nos gostamos, o que será que acontece? Aquela imagem ali refletida somos nós, nossos traços, nossas curvas, nossa beleza natural… Mas por será que nem sempre gostamos do que vemos? Por que nos achamos “feias”?

A resposta para essas perguntas deve vir acompanhada de outra questão: a quem estamos nos comparando para achar que nossa Imagem não é a ideal, não é bonita e agradável de se ver?

Certamente, quando isso acontece, estamos nos comparando com o padrão de beleza imposto pela mídia e pela indústria da moda, pela Ditadura da Beleza. Nesse sentido, os meios de comunicação exercem um papel muito importante na formação da Imagem das mulheres.

revista_chile01Quando pegamos uma revista feminina, por exemplo, o que vemos na capa geralmente são mulheres com a pele lisa e iluminada, sem nenhuma imperfeição, nenhuma gordurinha saliente e a barriga super chapada.

Até parece que foram fabricadas sob medida.

E, na verdade, elas foram.

Foram moldados em softwares de edição de imagens. Infelizmente, é muito comum a utilização de Photoshop nessas publicações.

O resultado: estamos nos comparando com uma imagem que não é real…

Não conseguimos nos identificar com as fotos da revista que trata sobre o nosso universo feminino. Assim, nos tornamos eternas insatisfeitas com nossa própria imagem, pois não conseguimos alcançar aquele ideal de beleza das capas de revistas.

Exemplo contra a Ditadura da Beleza

Indo de encontro a essa artificialidade, a revista feminina mais famosa do Chile, a Ya, que faz parte do jornal El Mercurio, declarou guerra ao Photoshop. Veja o relato da jornalista Paula Escobar Chavarría,que é editora da publicação:

Começamos a persuadir os fotógrafos e as agências a nos enviar modelos mais velhas e com corpos mais saudáveis e que suas fotos não fossem alteradas digitalmente. Mesmo assim, não funcionou completamente, porque muitos têm uma visão de estilo e beleza que está ligada aos corpos mais jovens e andróginos. Sua ideia de beleza, por assim dizer, é sem curvas, sem rugas, sem carne ou sem marcas do tempo. Sem humanidade”, ressalta.

Para anunciar sua nova política, a Ya lançou um ensaio fotográf

ico sem nenhum retoque digital. Veja essa foto com várias atrizes do Chile. Todas lindas e sem Photoshop:

revista_chile

E não ficou só nisso. Veja o que a Ya se propôs a fazer para ir contra a Ditadura da Beleza:

Numa iniciativa de autorregulação inédita no Chile, nos comprometemos em nossas páginas editoriais a:

  • Contratar modelos maiores de 18 anos e com um índice de massa corporal acima de 18,5, que é o estabelecido internacionalmente como um peso normal, certificado por um médico;
  • Não usar o Photoshop para alterar a imagem real de uma pessoa;
  • Promover a reflexão sobre a imagem da mulher nos meios de comunicação, por meio de um seminário anual e fóruns com mulheres líderes nos meios de comunicação de nosso país.

Foi a nossa maneira de resolver essas contradições entre o discurso a favor da mulher e certas práticas da fotografia de moda e beleza”, destaca Paula.

Finalizo este artigo com as palavras da jornalista, que nos fazem realmente pensar sobre a força que essa imposição de uma Imagem Irreal tem em nossa sociedade como um todo:

…tanto no Chile como em outras partes do mundo, duas epidemias avançam: os problemas alimentares e a cirurgia plástica, ambos consequências desta cultura que impõe um ideal de beleza tão inalcançável quanto irreal e muitas vezes perigoso para a saúde.

Se não se pode nem comer ou envelhecer, qual é a liberdade que estamos propondo para essas mulheres?

É paradoxal que o século 21, quando as mulheres têm mais direitos do que nunca, seja o século em que prevaleça a ideia de que, para ser bela, deve-se ter um determinado tipo de corpo que não o seu próprio e, além disso, um tipo que requer privação de alimentos. Por esse motivo, os corpos anoréxicos dizem muito sobre nossa sociedade, que diz que mulheres têm uma liberdade sem limites, e ao mesmo tempo impõe essa rejeição de seu próprio corpo”.

 Se você quiser ver o texto da editora da Ya na íntegra, clique aqui – vale a pena ler e refletir.

SILVANA_ESTUDIO-59Para nos sentirmos bonitas, basta nos aceitarmos como somos e nos amarmos. E não é preciso nenhum programa digital para melhorarmos nossa Imagem Pessoal. Se você tiver autoestima e segurança em si própria, vai ficar mais fácil para se cuidar e destacar o que há de melhor em você!

Sucesso!

Silvana Lages 

——

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