Estamos dando muito valor ao superficial – e isso é preocupante!

Curte, comenta, compartilha. No mundo onde tudo está a um clique de distância, é fácil ser percebido: basta ligar uma câmera, fazer qualquer bobagem em frente à ela e postar na internet. Boom! O estouro é rápido, a repercussão é grande e muitas pessoas são atingidas por aquele conteúdo raso, sem propósito, que não agrega valor a ninguém.

O objetivo, na maior parte do tempo, é conquistar audiência de espectadores de todo o mundo, que, dia após dia, se entretêm com coisas cada vez mais superficiais. É só abrir o Instagram ou o Youtube que você percebe: muitos dos perfis com grande número de seguidores são aqueles que publicam conteúdos sem o menor propósito e profundidade.

Mas o que me preocupa, de verdade, é saber que as crianças de hoje em dia vêm sendo afetadas por esses influenciadores. Eu falo isso por experiência própria: eu tenho um filho, Lucas, de 7 anos. Há algumas semanas, ele pediu que eu criasse um canal no Youtube para que ele pudesse gravar vídeos “fazendo gracinha” (palavras dele) para ganhar “likes, inscritos e muito, muito dinheiro” (também pelas palavras dele).

Ele, com apenas 7 anos de idade, percebeu que para ganhar dinheiro basta publicar conteúdos superficiais nas redes sociais. Não é preciso agregar valor, propósito ou profundidade àquilo que se faz – as “gracinhas” já são o suficiente para ter fama e sucesso nos dias de hoje.

Isso é triste, é revoltante! E a responsabilidade dos conteúdos rasos, superficiais e sem propósito estarem crescendo cada vez mais não é de quem os produz – é de todo mundo que assiste, que comenta, que curte, que compartilha. Quem alimenta esse tipo de material está dando voz, dinheiro e fama para pessoas que não agregam valor a ninguém. É o que dizem: “só tem show se tem plateia”.

O quanto a sua vida muda vendo vídeos de piada no Youtube? O que você aprende assistindo à canais bobos, com influenciadores digitais que não te influenciam a crescer em nenhum ponto da sua vida?

Nada, certo?! Então pense nisso antes de dar ibope a eles. E pense, também, em outro ponto que é ainda mais importante: o conteúdo que você consome e as coisas que você curte, comenta e compartilha nas redes sociais impacta (e muito) na sua marca pessoal.

Você já sabe que a internet, hoje, tem o poder de aumentar ou diminuir a reputação de qualquer pessoa. O que você compartilha em seus perfis mostra a sua visão de mundo, o que você acredita, e isso reflete nos seus valores. Então tenha cuidado ao mostrar o que você apoia, o que você valoriza.

Consuma e compartilhe conteúdos com profundidade e propósito, que agreguem valor para a sua vida. Tem 10 minutos disponíveis no horário de almoço? Que tal usá-los para assistir a uma palestra interessante, que fará você criar novas visões de mundo, em vez de gastar seu tempo dando audiência para conteúdos superficiais?

Alimente a fama de quem merece tê-la! Não seja responsável pela repercussão de pessoas que fazem qualquer coisa em frente às câmeras com o único e exclusivo objetivo de ganhar likes, inscritos e dinheiro.

Dê audiência para pessoas que colaboram com o seu crescimento, que compartilham conhecimento pelo prazer em ajudar, que publicam conteúdos profundos, com valor e propósito – essas, sim, merecem suas curtidas!

Pronto falei!  Isso estava me agoniando. Sei que agora muitos dos que preferem ficar na superficialidade e os “produtores da superficialidade” podem vir aqui com sete pedras na mão e me agredirem – afinal, a indústria do superficial é extremamente lucrativa.

Mas tudo bem, podem atirar as pedras – só não aceitarei ofensas e desrespeito.  O mundo precisa mudar, os valores estão invertidos e quem sempre tentar contribuir positivamente acaba sendo crucificado. Mas já não podemos mais ficar presos àquela história de “pai, perdoem-nos, eles não sabem o que fazem”. Será que depois de tantos anos ainda não sabemos o que estamos fazendo?

 

Assista ao vídeo para saber mais sobre o que penso!

https://www.youtube.com/watch?v=cSvMvwmm3_Q

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